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24
nov

Eu sofri | Violência no parto

Olá, hoje o post é para mamãe e papais em especial. Eu li essa matéria e de cara eu sabia que deveria compartilhar, quantas pessoas já passaram por isso e previnir quem ainda não passou. Não vou colocar toda matéria aqui, senão o post ficará enorme, mais deixarei o link no final para lerem na integra ok!

O tema é violência no parto, o texto foi escrito pela Bruna Stuppiello e tem ilustração do Rafael Santos, vamos lá!

“Quando chegou o momento do parto eu gritava ‘me ajuda!’. Uma enfermeira debochava de mim e caçoava: ‘Vai lá, ajuda ela’. E todos riam”. Silvia Moreira Gouvea, dona de casa e mãe de Davi e Daniel.

“A médica fez uma episiotomia sem que eu soubesse e, enquanto dava os pontos, ela ia explicando para cinco alunos presentes como era o tecido do meu períneo. Me senti uma cobaia humana”. Elisângela Alberta de Souza, esteticista e mãe de Cecilia, Pedro e Ester.

“Durante uma contração, eu baixei a perna e, sem querer, sujei o chão que o obstetra estava limpando. Em resposta, ele bateu no meu joelho”. Cristiane Fritsch, psicóloga e mãe de Iago.

Esses relatos que você acaba de ler são de mulheres que foram vítimas de violência no parto. Infelizmente, 25% das mulheres que tiveram filhos pelas vias naturais na rede pública e privada sofreram violência obstétrica no Brasil, de acordo com uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo.  Apesar de a pesquisa se restringir ao parto normal, a violência também pode acontecer em uma cesárea. Os abusos mais citados pelas mulheres no levantamento foram:

– Se negar ou deixar de oferecer algum alívio para a dor;
– Não informar a mulher sobre algum procedimento médico que será realizado;
– Negar o atendimento à paciente;
– Agressão verbal ou física por parte do profissional da saúde.

Tamanha animosidade está relacionada a uma fantasia que se cria acerca da futura mãe. “A figura da parturiente na nossa cultura é muito idealizada, imagina-se que a mulher será como uma Virgem Maria parindo e quando ela não corresponde a essa expectativa vem um terrível ódio”, explica a psicóloga Vera Iaconelli, diretora do Instituto Brasileiro de Psicologia Perinatal – Gerar e doutora em psicologia pela Universidade de São Paulo.

Passar por agressões é difícil em qualquer momento, mas durante o parto a situação fica ainda mais complicada. “A parturiente fica vulnerável no sentido de que está exercendo uma tarefa que não deveria ser atrapalhada por nenhuma outra questão que não fosse o próprio ato de parir. O momento requer que o entorno proteja a mulher”, conta Iaconelli.

Ainda é difícil para as vítimas compreenderem que sofreram uma violência obstétrica, já que pensam que determinados procedimentos e atitudes são comuns na hora do nascimento. “Elas não conseguem reconhecer a violência, pois já estão muito ligadas a um certo lugar da mulher na cultura. A mulher está acostumada ao corpo dela ficar muito à mercê do outro. Só na medida em que elas descobrem que o parto poderia ser de outra forma é que compreendem o que sofreram”, diz Iaconelli.

Para evitar se tornar mais uma vítima ou saber se você já sofreu algum tipo de agressão, os médicos são unânimes aos afirmar que é importante que a mulher se informe.

Eu passei por algumas das coisas citadas aqui, mas como mãe de primeira viagem achei que era normal, ou que era porque a maternidade estava cheia e etc. Não sabia como era nada, tudo novo pra mim.

Primeiro que a minha medica não estava de plantão na hora do meu parto, pensei e agora? Então ela deu o nome de duas médicas que estavam lá no plantão, em seguida fui fazer uma avaliação não sei se é assim que chama, aquela quando chegamos logo a maternidade, ver dilatação etc. Neste exame a médica estourou minha bolsa, fiquei toda melada e tive que subir logo pra sala de pré parto com as contrações ainda maiores.

Cheguei a maternidade acho que umas 9 e pouca da manhã, Benjamim nasceu as 14: 56. Pense ai. E aumentando, aumentando a dor eu sem querer gritar me contorcendo porque vi como as enfermeiras estavam tratando as outras mães na sala, mandando calar a boca, dizendo que era isso mesmo, que era pra esperar e etc. E toda hora vem uma fazer exame de toque, lance constrangedor viu. Quando não aguentei mais chorei, gritei e a enfermeira chefe veio e disse espere mais um pouco mãe, é assim mesmo ainda não está na hora.

Eu só conseguia olhar pro relógio que estava bem acima da minha cabeça. Eu senti que Benjamim já estava pra nascer e gritei vai nascer, quando vieram colocar o soro pra acelerar a contração sei lá, ele já estava nascendo e me levaram rápido pra sala de parto. Sempre quis que meu marido assistisse ao parto assim como ele também estava louco pra ver o filho dele nascendo, mas não permitiram, mandaram ele ir pra casa.

Depois que passou que eu soube que tem que ter um acompanhante na sala de parto. Não tínhamos nenhuma informação e aceitamos. Meu marido foi pra casa aflito e ligava o tempo todo pro hospital pra saber se havia nascido. :/

Quando Benjamim nasceu eu nem pude pegar ele, nem vê-lo direito colocaram ele perto de mim tão rápido, e depois foram limpar e pesar logo acima da minha cabeça e fiquei olhando pra ele de longe doida pra pegar, chorei tanto e sozinha naquela sala aff!. Fizeram todo procedimento fui pro corredor ficar em observação toda melada doida pra tomar um banho. Depois de um tempo no corredor a médica liberou que fosse pro quarto.

Só vi meu filho as 21 hs, já estava agoniada, toda hora perguntava a enfermeira que horas iam trazer meu filho. Não sabia que nada disso era anormal até ler esse artigo gente. Quando Benjamim chegou ao quarto chegou dormindo eu com doida pra pegar meu filho encher de beijos e carinho com pena de acorda-lo, não resisti e peguei. (rsrs)

A lei ao seu lado

A mulher que foi vítima de violência obstétrica tem um respaldo legal. “É importante perceber que, mesmo não havendo na lei brasileira a definição exata da violência obstétrica, a proteção legal contra o fato violento existe e deve ser procurada pela mulher que entende ter sofrido essa violência no período perinatal”, conta a advogada Priscila Cavalcanti, especializada em direitos reprodutivos da mulher e sócia do escritório Cassab e Cavalcanti.

É isso mulheres, famílias não se calem. Se eu tivesse lido esta matéria antes do parto com toda certeza exigiria os meus direitos. Ainda tem muita coisa pra ler sobre o assunto portanto aqui está o link para vocês acompanharem o restante da matéria e outros assuntos relacionados. Vale muito a pena se informar.

Não esqueçam, está rolando SORTEIO DE NATAL aqui no blog!!!

20 ideias sobre “Eu sofri | Violência no parto

  1. Jamilly Lima

    Que triste, um momento que era para ser lindo, comemorado e especial acontecer isso. Imagino quantos traumas fica na cabeça de uma mulher que sofre violência, seja de qualquer tipo.
    Graças a Deus minha GO é uma pessoa maravilhosa.

    beijos

    Responder
  2. Nanda

    Eu sofri sim violência no parto, não sabia meus direitos, hoje bem mais informada
    não me engano mais, se soubesse tudo o que sei hoje brigaria sim pelos meus direitos.

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  3. Camila Melo

    Nossa eu tb sofri e não sabia!!! Como VC disse como Mae de primeira viagem e ainda ser saber dos nossos direitos!!! Acontece isso mesmo…e já virou cultural Jéu sabe pq como VC eu deixei pra reclamar quando já estava mesmo passando muito mal…por medo de ser mais maltrada…tb não deixaram ninguém SA minha família entrar! E como insistiram no parto normal q não era possível…eu desmaiei assim q minha filha nasceu as 19 da noite e só acordei meia noite!!! Com a medica do meu lado toda assustada!
    E sem saber dos meu direitos não fui atrás… é muito importante esse tipo de leitura para as futuras mamães !!! Arrasou no post…Beijao!!!
    http://www.estiloaqualquercusto.com

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    1. Jeane Carneiro Autor do post

      Verdade Cá, concordo com você. Informação nunca é demais.
      Agora nós sabemos que devemos nos pronunciar, calar jamais.
      Obrigada minha linda. Bjão

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  4. Iara Netto

    Jeane isso é muito triste.
    No parto da minha caçulinha eu estava com 5 de dilatação era mais ou menos 22 h e a médica chegou no pré parto e disse que eu ia parir por volta das 3 ou 4 da madrugada e que se eu quisesse ela faria uma cesariana agora ou a enfermeira que ia fazer meu parto pq ela ia dormir e só acordaria as 6 da manhã. Vc não imagina o tamanho da minha indignação. Fiz denúncia dela no cremerj e não indico a ninguem mais. besitos

    Responder

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